15 outubro 2010

Tankas, Hai-kais &

Poeta prisioneiro:
Não o detém a chave
Rubra incandecente
Ou suave como a pele
(e tantas outras...)
São tolices do desconhecido
Juntar na mesma cela
Condenado
E carcereiro.

Para:
Alberto Caeiro
Ricardo Reis
Álvaro de Campos
Fernando Pessoa
  • Mais uma ousadia poética ilustrada em meu sketchbook. Foi feita com lápis preto, aquarela e fluidine. A figura meio sem jeito é o homem que escreveu "Mar Português", Fernando Pessoa.
  • A esse poema (Mar Português) fez-se uma grande injustiça. Todos conhecem o trecho "Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena." Belíssimo!! Mas quão atual é o verso seguinte do qual pouco se fala?: "Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor."
  • O Bojador é um cabo  na costa africana e foi por muito tempo considerado o limite do mar navegável. Gil Eanes em 1434 foi além do Bojador (e da dor) e estabeleceu um novo limite para a navegação européia. 
  • Em tempos em que se quer ir além do Bojador mas não se quer a dor, é interessante lembrar que toda conquista de novos limites requer um esforço além.

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